História
| O Castanheirense |
BREVE HISTÓRIA DA IMPRENSA REGIONAL
DE CASTANHEIRA DE PÊRA
O primeiro jornal de Castanheira de Pêra, então ainda uma freguesia de Pedrógão Grande, foi O Ribeira de Pêra, criado em 1914, com o 1º número editado em 10 de Maio. Neste número já se anunciava a criação do futuro município de Castanheira de Pêra, constituído pelas freguesias de Coentral e Castanheira de Pêra, desanexadas de Pedrógão.
Dirigido pelo Dr. Manuel Dinis Henriques, figura de vulto na economia e cultura locais (foi por sua iniciativa que Castanheira de Pêra teve iluminação eléctrica em 1912), O Ribeira de Pêra viria a auto suspender a sua publicação em Abril de 1916, como protesto contra a censura prévia, imposta sobre pretexto da 1ª Grande Guerra.
Sucedeu-lhe O Trabalho, de que era proprietário e editor Raul Ângelo Xavier Pereira, cujos dois únicos números saíram em 8 e 15 de Abril de 1916.
Ressurge O Ribeira de Pêra em 29 de Março de 1919, desta vez propriedade do Teatro – Clube Castanheirense, e dirigido pelo Dr. José Frederico Serra, que resiste apenas por 5 números, o último dos quais editado em 27 de Abril de 1919.
O Castanheirense
Castanheira de Pêra haveria de esperar quase 18 anos para ter novo jornal, O Castanheirense, cujo número 1 saiu em 1 de Janeiro de 1937.
Fundado pelo Dr. José Fernandes de Carvalho e Eduardo Silva, começou por ter periodicidade quinzenal, depois trimensal, para atingir a sua época de ouro durante os anos 50 do século passado, coincidente com a prosperidade da indústria de lanifícios de então, altura em que era semanário. Composto (manualmente) e impresso, nas Oficinas Gráficas da Ribeira de Pêra, na Praça Visconde, empregava dezenas de trabalhadores, tendo atingido nessa altura a meta de 5.000 assinantes.
Foram directores d' O Castanheirense além do fundador, Dr. José Fernandes de Carvalho, Adriano José Sebastião Coelho, Ilídio José Coelho, Eduardo Silva, e António Pedro Barata de Barros.
De entre o vasto leque de colaboradores ao longo de 65 anos de história, destacam-se o Professor Bissaya Barreto, Dr. Manuel Dinis Henriques, Eduardo Silva, Kalidás Barreto, com o Conta Gotas, e Miguel Trevim (Dr. Herlander Machado), com Giestas e Tojos, estes últimos protagonistas de diversas polémicas, especialmente depois do 25 de Abril de 1974.
Em Abril de 1961 começa também a ser publicado O Facho, boletim informativo da Igreja Paroquial de Castanheira de Pêra.
Em 1982 o Dr. Herlander Machado funda o Jornal de Castanheira de Pêra, que haveria de se integrar mais tarde n' O Castanheirense, que se passou a designar O Castanheirense, Jornal de Castanheira de Pêra.
Acompanhando a decadência da indústria de lanifícios, O Castanheirense suspendeu a sua publicação em Novembro de 1991.
Em Junho de 2000, a Câmara Municipal de Castanheira de Pêra adquire às Oficinas Gráficas da Ribeira de Pêra um vasto património, entre máquinas antigas, colecções de jornais, gravuras e tipos, bem como os títulos O Castanheirense e O Castanheirense Jornal de Castanheira de Pêra.
Em Dezembro desse ano reaparece O Castanheirense, retomando a numeração e o aspecto gráfico originais, tendo a vir a ser desde essa data editado com regularidade.
Em Abril de 2001 o jornal passou a ser editado também na Internet, com alojamento na página da Câmara Municipal (www.cm-castanheiradepera.pt).
Em Agosto de 2002, nova marca na história do jornal com a edição da Internet a ter endereço próprio ( www.ocastanheirense.com ).
Actualmente o jornal conta com um eclético leque de colaboradores, de diversas correntes de opinião.
É distribuído em Castanheira de Pêra e junto das comunidades castanheirenses no país e no estrangeiro. Tem a particularidade de ter neste momento mais leitores on-line do que da edição impressa, que se localizam em mais de 23 países de todos os continentes.