É um funcionamento que opera no espírito, na conservação e no conhecimento de valores, anteriormente adquiridos. Temos a memória volitiva e a sua contenção pode ser modificada, à vontade do utilizador, a memória semântica, relativa a factos e conhecimentos do passado, a memória declarativa e a memória procedural, que é uma oposição ás regras, que acumula a distinção clássica, entre o saber e o saber fazer, assim a memória é uma actividade biológica e física que permite armazenar e conservar e em seguida distribuir informações. Por fim diríamos que a memória perpetua recordações, ela recolhe e conserva, em vista de um tratamento interior, conservadora de actos relativos, a um processo que poderá servir à instrução pessoal ou colectiva.
Devemos ser sugestivos nas nossas declarações
Deixarei expressos certos actos memorizados, do tempo passado em terras estrangeiras. Temos de contestar a amálgama política na distribuição das riquezas do nosso país, frutos do trabalho criados pelo povo português, beneficiam apenas uma pequena minoria, uma sociedade de elite degenerada, assim o povo deverá contentar-se do pouco que resta, ou seguir o caminho da emigração.
Para além das travessias nocturnas, passadas no “Hotel Estrela”, sentimos na nossa longa caminhada, a presença do anjo da boa guia, que desobstruíram obstáculos, sortudo à passagem de duas fronteiras bem guardadas e nos conduziu no certo caminho, para conseguirmos o 1º trabalho, em terras da boa esperança.
1º Contrato de trabalho no Estrangeiro
No fim, do nosso 1º dia de trabalho nos sentimos privilegiados, quando entramos no vestiário, tínhamos à nossa disposição duches de água quente, enquanto nós portugueses nos lavávamos à mão nua, os outros colegas, calçavam uma espécie de luva nas mãos, para se lavarem…! Tudo isto eram novidades, dos precedentes hábitos do nosso País. O nosso contrato comporta uma cláusula, que determina o direito gratuito ao alojamento e uma cantina funcional, ao serviço do colectivo obreiro. Tínhamos um trabalho remunerado a à produção que servia os nossos interesses e os patronais, e direitos à percentagem sobre os anos na antiguidade, fim do 3ºano 3%, 6ºano 6%, 9ºano 9%, 12ºano 12%, 15ºano 15%, fim do direito à percentagem, nos anos seguintes, o máximo são 15%, sobre o salário enriquecido.
Comemorações Autarcas
É um princípio das autarquias Europeias, solenizar acontecimentos marcantes da sua história e em norma o povo assiste em massa a esse convite, festejado normalmente, numa sala polivalente, propriedade da autarquia, excepcionalmente concebida para festas e banquetes. É apreciável a beleza desse buffet, mesas embelezadas e compostas de aperitivos e vinhos variados, sortidos de bolos e frutos secos, um ornamento de qualidade, que o povo na sua totalidade vai honrar, juntamente com os autarcas presentes e beber o copo da amizade e da fraternidade. Essas comemorações são feitas no respeito e na dignidade dos presentes, sem degustação excessiva de alimentos, nem absorção abusiva de bebidas alcoólicas, é um dos princípios que distingue a condição humana.
O casamento civil nas autarquias
O casamento é um conjunto de formalidades e um procedimento admitido, convencionado por um acordo mútuo. Nesse 1º acto cerimonial, os futuros noivos, acompanhados dos seus convivas, são recebidos no salão nobre dos passos do concelho. O autarca presente receberá e procederá ao acto civil do casamento, envergando uma cinta ou faixa, com as cores da bandeira nacional, cruzada do ombro à cintura. Este acontecimento de maior relevo na presença do autarca, simboliza e valoriza a união civil dos noivos, na presença dos convidados. No fim da cerimónia, o cortejo nupcial segue em marcha pedestre, na direcção da Igreja Matriz, para a continuação cerimonial, do casamento religioso. Porque somos tão diferentes no nosso país?
Ciclos da vida do homem
A vida do homem tem os seus prodígios, alternados entre o bom e o menos bom, são ciclos da vida do Homem, mais ou menos evoluídos, que obedecem à conclusão, à finalidade, ao fim de uma vida, chamado a morte.
A morte é uma concessão definitiva de todas as funções corporais e uma revelação da existência, que deverá ser preparada espiritualmente e corporalmente. O homem com suas qualidades e defeitos, depositário de valores tradicionais, especificamente masculinos, tem uma maneira muito especial, de deixar as suas marcas, durante o seu tempo de existência. Fundar uma família, construir o seu lar e por último, encontrar uma terra Santa e comprar o seu sepulcrário.
Na era dos jazigos
A edificação de jazigos nos cemitérios, deram lugar nos nossos tempos, a chamadas gavetas, onde são depositados os corpos, nos dias de hoje e à nossa volta, as famílias contrastam o seu arrependimento, por terem adquirido uma sepultura na terra.
Depois da era dos jazigos, o homem não mais aceitou ser coberto pela terra. A perda de alguns amigos, em terras estrangeiras, trouxe-nos um melhor conhecimento, na preparação de sepulturas!
Nessas longínquas terras da Europa e na compra de um sepulcrário, a primeira preocupação do homem é de extrair toda a terra e cimentar o fundo da sepultura, em seguida erguer os muros a blocos e só depois cobrir com pedras mármores. Se duas pessoas de família vierem a falecer num intervalo próximo, não terão algum problema em abrir a sepultura, para depositar os corpos.
A esperança e a dúvida,
o fatídico problema do homem!
Armando Vaz Pontífice |