
Casa do Tempo
Prestes a celebrar mais um aniversário da fundação do Concelho, Castanheira de Pera enche-se já de cor e animação para assinalar este acontecimento. O 4 de Julho é um dia especial para os castanheirenses e, como tal, a Casa do Tempo não poderia também deixar de participar nesta festa e de aproveitar a ocasião para inaugurar uma mostra que coloca em evidência a arte de pintar e o trabalho de Costa Santos.
Jornalista de profissão, José António da Costa Santos estreou-se na pintura em 2002 e nos últimos anos tem procurado encontrar uma linguagem pictórica que lhe permita escrever nas entrelinhas das cores aquilo que lhe vai na alma. Trabalhando essencialmente com o acrílico e com o óleo, Costa Santos pinta em função daquilo que o apaixona e, na hora de se entregar ao exercício da cor, não foge à realidade que lhe é familiar. Assim sendo, as paisagens, o casario rústico e o estilo de vida das nossas gentes sobrepõem-se como temas prioritários e o resultado final da sua obra é uma consequência do diálogo estimulante que Costa Santos estabelece entre o poder da pintura e a magia da natureza. Atencioso nos detalhes, este jornalista procura que a sua pintura seja uma representação fiel daquilo que o olhar capta e, tela após tela, acaba ainda por ressaltar um pouco da riqueza natural e cultural de um Portugal cheio de histórias e encantos.
No dia em que Castanheira celebra o seu 94º Aniversário, Costa Santos junta-se também à Casa do Tempo e convida-o a apreciar o agradável conjunto de trabalhos que dão corpo à exposição «Terra Nostra» e que estarão patentes neste espaço de 4 a 24 de Julho, nomeadamente de Terça a Domingo das 13h30 às 22h00.
Casa do Tempo / Sónia Tomás
Pintura de Costa Santos
José António da Costa Santos nasceu em Lisboa no ano de 1943 mas, pouco tempo depois, acabaria por se mudar com a família para Coimbra e é nesta cidade que ainda hoje mantém a sua residência.
Enquanto completava os estudos no Liceu D. João III, Costa Santos estreia-se também no domínio da escrita e, aos 19 anos, assina a sua primeira reportagem para o semanário «Correio de Coimbra». A partir daqui, abraça o jornalismo como profissão e, ao longo da sua intensa carreira, colaborou com uma série de jornais como o «Correio de Coimbra», «A Capital», «A Gazeta de Coimbra», o «Diário Popular», «A Bola», o «Correio da Manhã» e o «Record», diário desportivo este ao qual esteve ligado cerca de 30 anos.
Cumpridas quatro décadas de completa dedicação ao jornalismo, Costa Santos entende ainda que era altura de olhar para um sonho há muito adiado e, trocando as canetas pelos pincéis, aventura-se a pegar numa tela e a dar as suas primeiras pinceladas. Contudo, os resultados não satisfazem as suas aspirações e, consciente da sua imaturidade artística, resolve investir na sua formação e aprofundar os segredos da arte de pintar.
A frequência do Curso Livre de Pintura da Universidade Vasco da Gama e do Curso de Pintura do Espaço Arte ajudaram-no a progredir como pintor e, passo a passo, Costa Santos foi amadurecendo o seu discurso pictórico e criando o seu próprio estilo, um estilo onde procura usar o prazer de pintar para libertar o seu potencial artístico e construir a sua representação da realidade envolvente.
A pintura tornou-se a sua nova forma de comunicar com o público e os traços simples e despretensiosos permitem-lhe dar expressão ao que o seu olhar e a sua memória guardam de determinados momentos e locais. É fácil perceber que este jornalista tem um fascínio especial pela natureza e por isso, nos seus momentos criativos, não dispensa a oportunidade de resgatar para a pintura a genuinidade das nossas gentes ou os encantos naturais da nossa terra. As paisagens são a sua principal fonte de inspiração e os seus quadros surgem como uma espécie de janela aberta que nos leva a desvendar os encantos de um país que Costa Santos considera que muitas vezes ainda nos passa despercebido.
Exposições Individuais
2003 – Galeria Almedina (Coimbra)
2005 – Arganil
2006 – Câmara Municipal de Coimbra
2007 – Casa da Cultura de Figueiró dos Vinhos (Figueiró dos Vinhos)
2007 – Pedrógão Grande
Exposições Colectivas
2003 – Miranda do Corvo
2003 – Casa da Cultura (Coimbra)
2003 – Centro Paroquial de S. José (Coimbra)
2004 – Estádio Municipal (Leiria)
2005 – Ordem dos Médicos (Coimbra)
Janeiro de 2006 – Ordem dos Médicos (Coimbra)
Outubro de 2006 – Ordem dos Médicos (Coimbra)
2006 – IV Bienal de Arte de Expressão Figurativa (Alenquer)
2007 – Feira Internacional de Arte Contemporânea (Vigo)