Coluna do Consumidor

Por Castro Martins

 

Presidente da ACOP – Associação de Consumidores de Portugal

 

 

Publicidade
palavra mágica ou não?

Os meios de comunicação social e, sobretudo, a televisão, têm cada vez mais poder de influenciar o consumidor.

Todas as empresas procuram utilizar este meio para vender os seus produtos, os partidos para influenciar, ideologicamente, os militantes e não só, as correntes de opinião mais diversas apregoar a bondade das suas ideias, culturas, etc.

E o consumidor sente-se cada vez mais dividido neste emaranhado de imagens convidativas mas nem sempre propiciadoras da qualidade por que anseia.

A publicidade adopta uma técnica cada vez mais requintada para vender determinada ideia ou produto, e fazer crer ao consumidor que é o melhor para ele, isto é, leva-o a acreditar numa realidade que não é a mais aconselhável.

Nesta época de crise, o consumidor deve planear o que mais lhe convém e não deve deixar-se iludir pela publicidade que grassa nos mais variados meios de comunicação social e até por vendedores bem falantes que aparecem à porta de suas casas.

Será uma atitude prudente desconfiar das virtudes do bem que pretendem impingir-nos.

O vendedor tem a obrigação de dizer bem; o consumidor tem o dever de desconfiar. Antes de decidir deve informar-se sobre o que viu e ouviu. A prudência deve nortear o dia-a-dia do consumidor para não ser enganado.

Tenha sempre presente que há muita publicidade enganosa e que as reais características de um produto não são, muitas vezes, as apregoadas pela publicidade.

Isto é válido para todos os bens de consumo, quer no respeita à qualidade quer no que se refere a preços.

E quando decidir comprar algum bem mais caro, nunca esquecer que é importante a confiança no vendedor e, no caso de qualquer máquina, aparelho, electrodoméstico, etc, é importantíssimo a assistência pós-venda no período de garantia e após esse período.

Comprar com confiança é comprar com mais segurança.

E não se esqueça que encontrará o mesmo produto noutros estabelecimentos a preços mais convidativos, possivelmente.

 

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