MARCO DA PRAÇA

CARTAS AO DIRECTOR

 

 

"O Castanheirense" acolhe e incentiva a livre participação dos leitores na discussão de temas de interesse colectivo através da secção "Correio dos Leitores - Marco da Praça".

Os textos só serão considerados se vierem dactilografados ou em formato informático, a fim de evitar interpretações erradas. Não deverão exceder o equivalente a uma ou duas folhas de papel formato A4.

 


 

Este texto constitui a reprodução integral do original enviado pelo nosso leitor, Sr. Armando Vaz Pontífice

 

As riquezas deverão ter como certificado um brasão

No passado ano 2007, ouvimos referente alocução do Presidente da Republica Francesa, Monsieur Nicolas Sarkozis, dizendo: "… A Europa fará apelo aos representantes do Povo, na Assembleia da Republica, para votação e rectificação do tratado Europeu."

Está bem presente no espírito do cidadão europeu, a causa primeira, que deu origem à rectificação do mesmo tratado, por vias legais do referendo, os Povos Holandeses e Franceses, disseram não, à continuação do mesmo tratado, exprimindo-se nestes termos!!!!

A Europa não deverá servir de "cavalo de Tróia" de uma globalização reduzida à circulação de capitais e mercadorias, mas sim, uma Europa revestida socialmente no progresso - urgente será, que a velha Europa procure soluções imediatas, para aplicação no seio da união, de níveis sociais aproximativos entre os Estados da Comunidade Europeia.

Sendo Portugal um dos velhos pioneiros, na construção deste velho continente, com uma das primeiras candidaturas em 1986, gozando de enormes vantagens materiais, fornecidas pelos estados membros da comunidade, Portugal não conseguiu uma classificação apoteose, entre as mais brilhantes economias Europeias, citando os casos da Irlanda e da nossa vizinha Espanha, sendo ultrapassados pelas pequenas ilhas de Malta, um estado insular do Mediterrâneo, situadas entre a Cecília na Itália e a Tunísia, com menos de 350 km2.

Ao avaliarmos o estado decadente da nossa economia, deixamos a pergunta:

Sobre qual colina, se metem os nossos governantes, para alimentar a opinião publica, afirmando que Portugal vai melhor???

Devemos nós fazer alusão, a um dos grandes problemas do nosso tempo, as chamadas riquezas fáceis e não transparentes - as riquezas deverão ter como certificado um brasão - as que foram ganhas honestamente pelo trabalho.

Uma real qualidade em democracia, é a que vem desafiar a pobreza no seio da mesma, como se tratasse de uma recuperação.

Armando Vaz Pontífice


 

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