
Coluna do Consumidor
Por Castro Martins
Presidente da ACOP – Associação de Consumidores de Portugal
Consumidor informado,consumidor precavido.
Estamos a iniciar um novo ano cheio de interrogações, quer no campo interno quer no internacional com as consequentes crises económicas anunciadas.
Para que as nossas bolsas se mantenham, equilibradas – se possível – temos de ser consumidores cada vez mais bem informados.
A informação útil passa por saber comprar produtos de qualidade, em estabelecimentos com qualidade, com preços acessíveis.
E a confiança nos fornecedores é uma qualidade indispensável na compra de bens alimentares mais susceptíveis de se deteriorarem, como a carne e o peixe por exemplo.
Nos tempos que correm, o consumidor tem à sua disposição dois tipos de estabelecimentos: tradicionais e as grandes superfícies – centros comerciais e supermercados.
E a polémica acerca dos supermercados vai fazendo correr muita tinta, com argumentos nem sempre ajustados às realidades regionais.
O consumidor tem de ser consciente e tem de aprender a comparar os preços e sobretudo os produtos que lhe são oferecidos.
E a realidade varia de acordo com a localização do consumidor e a variedade da oferta.
Se é consumidor atento vai encontrar uma variedade enorme de preços para os mesmíssimos produtos. Tem por isso, na medida do possível, ponderar bem onde comprar.
Já agora, esteja atento às promoções: nem sempre são aquilo que parecem, quer nos preços, quer na qualidade.
Se perder algum tempo a comparar os produtos, preços, qualidade, garantia, assistência pós-venda - sobretudo de aparelhos que se avariam com alguma frequência - chegará à conclusão que uns produtos será vantajoso adquiri-los nos estabelecimentos tradicionais, outros, possivelmente, nos supermercados.
Todos temos que adquirir a consciência de que só consumidores informados não terão problemas com a saúde e com a bolsa.
Se há produtos de boa qualidade no mercado, também grassam, por aí, inúmeros de má qualidade. E os maus do ramo alimentar podem trazer consequências muito graves à saúde dos consumidores.
Sejamos todos consumidores precavidos e por isso devemos estar informados e atentos.