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Actividades de Fevereiro 2008
Grupo ConViver
Não há dúvida de que o Ser Humano é um ser sociável que necessita de conviver, de partilhar, e só em contacto com outros o pode realizar.
Com o passar do tempo e dos anos alguns amigos e familiares vão-se perdendo, a solidão vai pouco a pouco fazendo-se sentir, instalando-se de uma forma surpreendente. Cada um vai remando à sua maneira para continuar procurando ser um cidadão de pleno direito. As opções são variadas dependendo do contexto onde se reside.
O Grupo ConViver nasce desta necessidade de partilha; do passado, do presente e do futuro, na verdade, da necessidade de continuar a viver com qualidade!
Esta é sem dúvida uma resposta para uma população autónoma, que ainda activa e a viver no seu meio natural, necessitam de se relacionar. Aqui encontraram um apoio e um espaço onde podem (re)estabelecer laços afectivos, de solidariedade, companheirismo, amizade…
O convívio é promovido de diversas formas, através do levantamento de memórias, da reflexão sobre diversos temas actuais, dos lanches e festas temáticas, assim como através de passeios pela vila ou zonas limítrofes, visitas a exposições, ou já em sala, com diversas actividades manuais ligadas à sua história pessoal, como são exemplo a elaboração de barretinhos em croché, bordados, rendas, etc.
Neste mês de Fevereiro o grupo participou nos festejos Carnavalescos, abordando a temática das profissões do seu tempo, no dia 12 foi realizada uma visita às eólicas, a estas novas estruturas que gradualmente estão a mudar a paisagem dos montes e que ainda suscitam alguma curiosidade.
O grupo participou ainda na elaboração do boletim "O Cupido", através do levantamento de informação acerca dos seus tempos de namoro, assim como de ditos populares relacionados com o tema.
Neste mês três pessoas do grupo comemoraram mais um aninho. A comemoração, como é habitual passou pela confecção de um bolinho realizado pela aniversariante com a ajuda de uma técnica para que de seguida fossem cantados os parabéns, apagadas as velas e pedido um novo desejo…
Nos últimos dias o entusiasmo no grupo aumentou, com a aprendizagem dos Arraiolos. Bordar a inicial do nome e a ansiedade de ver o resultado do seu trabalho é crescente .
Mas como parar não faz parte dos planos, o grupo na última semana tem ído à Cercicaper onde em estreita colaboração estão a preparar a comemoração do Dia da Mulher (8 de Março).
Carnaval - Matiné Dançante
Os feriados canónicos, são calculados tendo em atenção a data da Páscoa. O Domingo de Páscoa tem lugar no primeiro domingo após a primeira lua cheia a partir do dia 21 de Março (primeiro dia da Primavera).
A terça-feira de Carnaval ocorre 47 dias antes da Páscoa.
O Carnaval tem a sua origem na Idade Antiga e é resgatado pelo Cristianismo, que encetava no Dia de Reis (Epifania) e expirava na Quarta-feira de Cinzas (véspera da Quaresma). E sendo que era um período marcado pelo "adeus à carne" ou "carne nada vale", daí a origem ao termo "Carnaval".
No período antigo o Carnaval era vivido com grandes festejos populares, em que cada metrópole brincava de acordo com os seus costumes. Na era moderna, produto da sociedade vitoriana do século XIX o carnaval ganha a cor das fantasias e a folia dos desfiles.
O carnaval do Brasil é considerado, na actualidade, um dos mais visados do mundo. Em Portugal existe uma grande tradição popular carnavalesca. Mas, se hoje em dia é possível ver samba e carros alegóricos a desfilar pelas ruas de algumas das principais cidades do litoral, não é menos verdade que no interior, o Entrudo ainda tem um pouco do passado, em que as pessoas jogavam umas às outras água, farinha ou até mesmo ovos.
Em Castanheira de Pera, também o Centro Paroquial se associou aos festejos do Carnaval. A equipa do Centro Comunitário articulou-se com os técnicos da Santa Casa da Misericórdia e da Cercicaper e juntos dinamizaram uma matine dançante no dia 4 de Fevereiro, para os seus utentes nas instalações, gentilmente, cedidas pela última entidade citada.
Cada entidade escolheu um tema para se fantasiar. O Centro Paroquial esteve representado com Grupo ConViver, voluntários e meninos do ATL. Os primeiros escolheram como tema as profissões, os segundos e terceiros a infância e desenhos da Disney.
A mistura de alegria, animação e risada deram colorido ao carnaval 2008.
Dia dos Namorados
Fevereiro é o mês dedicado aos namorados, aos gestos de carinho e amor.
Antes de mais, o AMOR nasce no seio familiar com os pais, depois com a família, os educadores, os pares, amigos, os namorados etc.
Desde sempre o amor está presente em todas as vertentes da vida de cada indivíduo. É um fertilizante universal e indispensável para a saúde mental e bem-estar de cada um de nós nas várias vertentes bio-psico-sociais.
A Federação Mundial do Coração, anunciou que AMAR faz de facto bem à saúde. O amor vem atenuar o desenvolvimento de três factores de risco associados aos problemas cardíacos, nomeadamente, o stress, a depressão e a ansiedade.
E está mesmo cientificamente comprovado que BEIJAR estimula o cérebro a produzir ocitocina, uma hormona que nos dá a sensação de agrado que sentimos ao beijar.
Arthur Sazbo, psicólogo alemão, refere que um beijo no inicio do dia transmite uma energia positiva e que se quisermos ter dias mais felizes, saudáveis, sermos bem sucedidos e viver mais tempo, teremos de beijar o nosso "amor" todos os dias de manhã.
O Centro Paroquial (Centro Comunitário) e a Cercicaper (CAO), juntaram a inspiração dos seus utentes e pelo segundo ano consecutivo lançaram o boletim "O Cupido". Nesta publicação foi possível reflectir sobre os benefícios do amor para a saúde, bem como admirar os ditos de amor e as opiniões sobre o namoro de antigamente pelo Grupo ConViver e os corações a as cartas de amor vindas da Cercicaper.
Exemplos de ditos de amor:
Abaixa-te ó serra alta
Que eu quero ver a lardoza
Quero ver o meu amor
Que anda na folha da rosa
Por Rosa Gomes
Coração por coração
Não deixes de amar o meu
Olhe que o meu coração
Sempre foi leal ao teu
Por Graciela Correia
E já diz o ditado que "o amor não escolhe idades" e que "quem feio ama bonito lhe parece". Na tentativa de averiguar a veracidade destes e de outros ditados e na procura de semelhanças e/ou diferenças entre o namoro de "antigamente" e o "de hoje" a socióloga Eugénia David aplicou um breve questionário às utentes do Grupo ConViver.
Iniciamos assim o inquérito perguntando qual a sua definição de namoro. De entre o leque de hipóteses para definição de namoro (andar de mãos dadas, forma de convivência, conhecer o/a outro/a e darmo-nos a conhecer, a melhor fase da vida a dois) a maioria define namoro como sendo a melhor fase da vida a dois. Essa fase teve, no entanto, contornos diferentes mas a maioria viveu um namoro inferior a um ano, alegando que o que mais desejavam era constituir família e sair de casa, de uma vida de opressão.
Os bailes e romarias eram os sítios mais propícios para encontrar a cara-metade. Era lá que se conheciam e que iniciavam o namoro. Os homens, sempre mais expeditos, eram eles que davam o primeiro passo e pediam as donzelas em namoro. Por vezes, no meio da música e da confusão de gente, eles roubavam um beijo mas não ficavam sem um belo estalo como recompensa por aquela atitude menos própria. No entanto, estas situações eram muito raras, uma vez que, a maioria deles só conseguia alguma intimidade depois do casamento. A grande parte das utentes afirma que só deu o primeiro beijo depois de celebrado o matrimónio, na privacidade do lar.
Quando questionadas sobre as qualidades que mais as atraíram no seu namorado, a aparência física e o facto de serem de boas famílias, pesou bastante para a tomada de decisão. No entanto, outra qualidade também mencionada foi o facto do namorado ter sido respeitador. Segundo as inquiridas, esta é uma das qualidades de que mais carecem os jovens.
Daí que, quando questionadas sobre a possibilidade de escolher que namoro pretendiam, se o de "antigamente" ou o dos "dias de hoje", a maioria respondeu que optaria pelo de "antigamente" mencionando que havia muito mais respeito e que, actualmente, se leva tudo aos extremos. Mesmo as que optariam pelos namoros da actualidade defendem que há liberdade a mais e que deveria praticar-se um namoro mais recatado e com doses mais equilibradas de liberdade.
Na questão que se seguiu pretendeu-se averiguar se outrora também se comemorava o Dia de S. Valentim, mais vulgarmente conhecido como o Dia dos Namorados. Não foi de estranhar as respostas obtidas pois é do conhecimento geral que esta é uma festividade muito recente e que, no entender das inquiridas, só apela ao consumismo. Defendem igualmente que não deve haver só um Dia dos Namorados mas que este deve ser vivido e comemorado todos os dias.
É necessário, no entanto, esclarecer os leitores para o facto de que nem tudo o que é popular é de acreditar. Desacreditem-se do ditado "o amor não escolhe idades", pois para o nosso Grupo ConViver existe uma idade própria para namorar e amar, que não deve exceder os trinta anos, altura ideal para casar e constituir família.
Para terminar este Grupo deixou um conselho no ar…. "Aproveitemos a vida de namoro, vivamos todos os dias como se fossem Dia de S. Valentim e tiremos o proveito possível de tudo o que o amor nos oferece". (Grupo ConViver)
"Pintores de Sorrisos"
A azáfama diária, a correria entre a casa e o trabalho e o tempo cada vez mais escasso para cuidar, tratar e dar atenção a quem mais precisa, tem vindo a evidenciar a importância cada vez maior que o voluntário assume na sociedade contemporânea.
O exercício de uma cidadania plena, a participação cívica, o valor da solidariedade e o empenho na construção de uma sociedade mais justa e solidária são valores pelos quais os nossos voluntários se regem.
Assim, com o objectivo de promover o intercâmbio e o convívio, de proporcionar momentos de alegria e diversão, os "Pintores de Sorrisos" iniciarem no mês de Janeiro visitas ao Lar Residencial da Cercicaper, que ocorrem mensalmente, aos sábados à tarde. O dia dezasseis de Fevereiro foi o escolhido para o primeiro contacto entre estes dois grupos. Nesta primeira abordagem, os voluntários brindaram os presentes com uma aula de ginástica sempre bastante animada e ritmada, de forma a exercitar corpo e mente procurando desenvolver as capacidades psicomotoras.
Todos participaram nos exercícios propostos, sempre com um sorriso contagioso que animou mesmo os que se encontravam menos receptivos a esta actividade.
O pedido veiculado pelos utentes da Cercicaper em voltarmos às instalações e a vontade dos voluntários em repetir esta experiência deixa no ar grandes expectativas e grandes aprendizagens para contactos futuros. O próximo será já no dia quinze de Março, no qual todos irão poder desfrutar de uma tarde de pintura.
Para terminar, é necessário ainda referir que os Voluntários continuam a encontrar-se às sextas-feiras à noite, entre as 21h e as 23h, no Edifício Polivalente do Centro Paroquial de Solidariedade Social de Castanheira de Pera.
Paiva de Carvalho é o novo Governador Civil de Leiria
Sucedendo a José Miguel Medeiros, que passou a integrar o elenco governativo na última remodelação governamental, tomou posse no dia 8 de Fevereiro, pelas mãos do Ministro da Administração Interna, Rui Pereira, o novo Governador Civil de Leiria, Prof. Doutor José Humberto Paiva de Carvalho, que iniciou funções no dia 11 de Fevereiro
Ao iniciar funções, o Governador Civil reuniu já com o Comandante Distrital de Operações de Socorro, com os comandantes distritais da GNR, PSP e Serviço de Estrangeiros e Fronteiras, no sentido de se inteirar das matérias mais prementes relativas à segurança e à protecção civil, matérias que, por inerência de funções, o Governador está mais directamente ligado.
Nos seguintes dias, o Governador Civil reuniu com as autarquias locais - câmara municipais e juntas de freguesia - a fim de conhecer mais de perto as necessidades e os problemas, procurando, através da sua acção junto do Governo e demais instâncias da administração, contribuir para a sua resolução.
A proximidade e o trabalho concertado com as autarquias locais é um dos principais objectivos do Governador Civil, na certeza de que só através desse trabalho partilhado é possível contribuir para a resolução dos problemas concretos dos cidadãos.
O Governador Civil sendo médico de profissão e, não obstante ter uma larga experiência da vida administrativa do país, estará também e muito particularmente sensível às áreas sociais e da saúde já que estas são essenciais à qualidade de vida dos cidadãos e das famílias.