NOTÍCIAS
ACONTECIMENTOS NA NOSSA TERRA

Actividades de Janeiro 2008
Grupo ConViver
Os dias de Janeiro foram, tendencialmente, quentes e apetecíveis ao convívio com a natureza e com a tradição natalícia do Concelho.
Das actividades exteriores temos a destacar este mês, o passeio pela vila e o aconchego do brasido do madeiro de Natal, que todos os anos presenteia a Praça Municipal da vila de Castanheira de Pera pelo Natal.
É já uma velha tradição de muitas aldeias de Portugal.
O tronco ou madeiro de Natal começa a arder na véspera do dia de Natal e acaba no dia de Reis.
As senhoras do Grupo ConViver, junto deste legado cultural viram acender-se no coração as alegrias dos Natais de outrora, numa busca pelo melhor dos seus registos, a memória.
A memória é a maior das riquezas do indivíduo e de um povo!
O Coentral e o seu tradicional presépio não foram descurados.
Quem chegava à freguesia do Coentral, teve de boas vindas um simples, mas simpático presépio em madeira, que fez parar o transeunte e admirar as suas simpáticas formas e cores.
Seguindo caminho, no S.to António da Neve, aguardavam-nas uma paisagem a perder de vista, que outrora fora muitíssimo verdejante e que cada vez mais a mão humana vai moldando consoante a sua vontade e/ou necessidade. Vê-se nichos de aglomerados de casas por aqui e além e as cada vez mais presentes e famosas eólicas…
Entretanto foi o Carnaval que pautou a ordem do dia… foram os disfarces, as letras e as músicas para animar os convidados num festejo interinstitucional (matiné dançante) a ocorrer no dia 4 de Fevereiro.
Cantar as Janeiras
Na história, para os romanos, Janeiro era o primeiro mês do ano e o mês do Deus Jano, Deus das portas e das entradas.
Para os romanos, Janeiro era o mês mais importante, porque acreditavam que Jano era o porteiro dos céus e dele confiavam a protecção dos maus espíritos.
Nos dias de hoje, em Portugal, cantar as Janeiras é uma tradição cumprida por grupos de amigos ou colectividades que com a ajuda de bombos, pandeiretas, violas, vão de porta em porta desejar às pessoas um feliz ano novo, cantando:
Vamos cantar as janeiras
Vamos cantar as janeiras
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas solteiras
Vamos cantar orvalhadas
Vamos cantar orvalhadas
Por esses quintais adentro vamos
Às raparigas casadas
Vira o vento e muda a sorte
Vira o vento e muda a sorte
Por aqueles olivais perdidos
Foi-se embora o vento norte
Muita neve cai na serra
Muita neve cai na serra
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem tem saudades da terra
Quem tem a candeia acesa
Quem tem a candeia acesa
Rabanadas pão e vinho novo
Matava a fome à pobreza
Já nos cansa esta lonjura
Já nos cansa esta lonjura
Só se lembra dos caminhos velhos
Quem anda à noite à ventura
Finda a canção, espera-se que o dono da casa traga as ofertas (castanhas, morcelas, chouriço, chocolate, dinheiro…).
No fim da caminhada, o grupo reúne-se e divide o resultado apurado.
As senhoras do Grupo ConViver cumpriram a tradição. Depois de dias de alegres ensaios juntaram a voz às pandeiretas e ferrinhos e no dia 7 de Janeiro animaram a tarde da Santa Casa. A Cercicaper recebeu-as no dia seguinte para contentamento de todos.
No final das actuações o lanche recompôs as energias dispendidas.
RVCC
Que estamos sempre a aprender, não é novidade para ninguém. Aprendemos com o mundo em que vivemos, tendo como mediadores as pessoas que nos rodeiam. E estas aprendizagens vão sendo feitas de forma mais ou menos consciente.
Na instituição escola, aprendemos de forma consciente, investindo constantemente, aperfeiçoando-nos, desafiamo-nos a nós próprios, para fazer o que gostamos, o que nos motiva, onde ou nas áreas em que aparentemente teremos mais talento.
Já na escola da vida vão-se fazendo novas aquisições. Aquisições, essas que não se fizeram nos livros escolares, mas que têm muito valor, apesar de até agora, não nos ter sido concedido certificação desse conhecimento.
É neste sentido que surge o Reconhecimento, Validação e Certificação de Competências (RVCC), o que permite de uma forma simples, obter uma certificação escolar correspondente ao 4º, 6º, 9º ou 12º ano validando as experiências e competências adquiridas ao longo da vida.
Com a certificação das nossas aptidões outras portas se
poderão abrir.
Caso esteja interessado em obter a sua certificação basta dirigir-se ao Centro
Paroquial de Solidariedade Social para fazer a sua inscrição.
"Pintores de Sorrisos"
Dezembro foi repleto de actividades e muito trabalho, Janeiro é um mês direccionado para o recarregar de baterias e planear actividades para o ano que ainda agora começa.
Sexta-feira (entre as 21 horas e as 23 horas), continua a ser o dia escolhido para os encontros dos voluntários "Pintores de Sorrisos". Nestas duas horas semanais propõem-se e expõem-se ideias de possíveis actividades a realizar, bem como, o público-alvo das mesmas.
Neste momento e pensando na comunidade em geral, estes jovens têm em mãos os ensaios de uma peça de teatro que irá ser levada a cena no próximo mês de Março, por alturas da comemoração do Dia Mundial do Teatro.
A par desta actividade estão também já a ser programadas visitas mensais (num sábado à tarde), aos utentes do Lar Residencial da Cercicaper, com o objectivo de desenvolver actividades lúdico-pedagógicas que lhes proporcione momentos de diversão e convívio.
Abraçar-te
No passado dia 26 de Janeiro, o grupo de teatro Senna em Palco visitou Castanheira de Pera e fez duas representações da peça "Abraçar-te" às 18 e às 21 horas.
O local escolhido para a representação da peça foi a Casa do Tempo, espaço – museu e Posto de Turismo da vila de Castanheira de Pera.
A caixa/cenário fazia-me lembrar os dias mais lindos do ano, com cores perfeitas. Esta caixa tinha diversos sóis, que nos recebiam e acolhiam, neste dia maravilhoso, de braços abertos. Eram sóis que difundiam os seus raios através do seu movimento constante e que partilhavam o seu calor através do seu toque, das suas loucuras, dos seus delírios, dos seus devaneios, dos seus medos…
Depois de se transformarem folhas de papel em objectos femininos invadimos a caixa, enchemos os olhos de azul e recebemos os raios que foram chegando até nós.
O som da natureza era calmo, suave…
Era o amor que chegava e partia…
E o dia acabava em nós….
Alice e a irmã da Alice… Autocarro que leva as senhoras a Espanha… Huumm… interessante este autocarro, o autocarro do amor ou será… não, isso não… Aquele autocarro que leva as senhoras a Espanha… isso!
Antero… Anteeero… Não feches os olhos, olha os barquinhos e as gaivotas… a inactividade masculina da média idade / idade média…
Zé Tó, o imperfeito, com inúmeros defeitos…
Por favor Edgar, não me deixes assim… manjerico parte-corações…
Rrrrrrrrrrrrrrrrrrr… rrrrrrrrrr… robert de niro, o tal, giro por sinal, exemplar raro para todas as senhoras…
Há quanto tempo não fazemos amor??? Desde a separação… Deus te abençoe! Conto tudo à tua mulher…
Fumo 3 cigarros por dia… O apartamento tão quieto, ninguém a mudar-me o canal da televisão… Os miúdos não fumam e não nos esmurraram nenhum carro…
Desde que soube que tenho cancro… Contavam-me que se iam embora, mas não sabia como se iam embora… agora vou saber… As saudades que se sentem daquilo que ainda não fizemos, nem vamos poder fazer porque o fim será hoje e não depois de amanhã, nunca viveremos o dia seguinte, nem teremos o prazer do sabor das nossas tangerinas… Adoro tangerinas frescas e sentir a dureza das grainhas…
Ser-mos felizes para sempre…
Deixas não deixas?
Abraço grátis?
Abraçar-te
Rita Rebelo
|
Olha, gostei muito da peça de teatro… Gostei, da interpretação, gostei mesmo muito da actriz que fez a parte da senhora do cancro – achei que é uma excelente actriz… (conversa) …mas ela está de parabéns! Carla Caetano Para além de, criativo, inovador e interactivo, adjectivos que acho que contemplam bem esta peça, penso que a qualidade dos actores são de relevância ainda maior, estando nós a falar de teatro amador. Desejos de um futuro promissor, tanto para a peça em si, como para os actores. Parabéns Jorge Nunes Muito bom mesmo! Diferente e original… Deu para rir… Nem dei p tempo passar! Além de me divertir, deu para pensar na vida! Hugo Tomás Diferente, criativo, interactivo, divertido… Mónica Interessante, dinâmico, fora do vulgar… Adorei… Isabel Simplesmente espectacular! Fora do vulgar… A não esquecer tão depressa. Estamos também em acção com a peça. Aurélio Tomás Diferente. Interessante, motivante... Foi muito interessante, Foi como se eu própria estivesse a representar… Marisa Dinis Marques
"O objectivo profundo do artista é dar mais do que aquilo que tem" (Paul Valéry) Na minha opinião tiveram um cuidado subtil de se deixarem distinguir. Alexandra Coutinho
|
Abraçar-te foi… O tempo correu célere sem que desse pela passagem dos minutos que se sucederam num encadeado de lugares comuns visto do lado de fora mas de alguma forma sentidos por dentro. A transfiguração da realidade numa panóplia de quase monólogos desfiou-se na minha frente como um filme. Sentimentos, emoções, riso e tristeza misturaram-se e tingiram de mil cores o espaço físico e bem mais interessante, o espaço psicológico. Abraçar-te foi… Isso mesmo. Um abraço à alma, um passeio à realidade cheia de signos e sentidos diversos e sobretudo controversos porque falam da vida. Cristina Bernardo "Abraçar-te" foi sobretudo sentir o quanto as pessoas precisam de um abraço e o abraço pode ser simplesmente ter alguém que nos escuta, que nos dá a mão e, sem esperar nem acreditar em milagres, conseguir entender o milagre da vida. Teresa Carreira Não gostei, não adorei… sim… amei "Abraçar-te", a peça de teatro que mais me tocou nestes últimos tempos. "Abraçar-te" tocou-me pela forma original que encontraram para contracenar assim tão próximo do público de forma a poder abraça-lo literalmente, parabéns a todos! A adaptação das crónicas de António Lobo Antunes também me parece razoável, os temas são actuais. De louvar o modo que encontraram para que o público possa manipular a peça através dos objectos de papel. De louvar também o esforço físico e psicológico dos actores, tendo em conta as condições climatéricas que estavam na altura. Tirando tudo isto o que amei mais ainda foi a afectividade física e pessoal com que termina a peça, coisa perdida hoje em dia desde que comunicamos com a tecnologia e perdemos estas relações pessoais e afectivas. No fim de tudo, amei tudo mesmo, não só a peça como todo o fim-de-semana. Sandrina Sou suspeita, pois adoro Lobo Antunes… Uma apresentação intimista que nos arrebata e nos leva no final a distribuir abraços sentidos. Parabéns. Fico à espera de novos textos e novas experiências. Paula Esteves Gostei da forma inteligente como os diversos textos estavam apresentados, possibilitando sempre que o espectador conseguisse acompanhar as várias histórias simultaneamente. A representação exigente devido às condições de trabalho, também esteve em bom plano. António Manuel Carreira Tratamento interactivo para os nossos medos mais infundados no suspense gerado por estarmos no meio de uma peça… também nossa… da nossa vidinha… Sobre o desempenho e a arte de representar foi tão próximo e tão solto, quão porventura difícil para eles e para nós o avaliarmos! José Pais |