
MARCO DA PRAÇA
CARTAS AO DIRECTOR
"O Castanheirense" acolhe e incentiva a livre participação dos leitores na discussão de temas de interesse colectivo através da secção "Correio dos Leitores - Marco da Praça".
Os textos só serão considerados se vierem dactilografados ou em formato informático, a fim de evitar interpretações erradas. Não deverão exceder o equivalente a uma ou duas folhas de papel formato A4.
A CONSTRUÇÃO DO SUCESSO
O pensamento do sucesso começa com idéias, sonhos, atitudes, educação e planejamento.
Tem muita gente que defende a idéia de que para alcançar o sucesso profissional basta querer e querer intensamente.
É isso, provavelmente, a primeira atitude de um vencedor.
Mas de nada vai adiantar desejar, se os planos não saírem do papel. Grandes idéias nascem e morrem todos os dias por falta de um plano de ação que dê sustentação à idéia. São as atitudes que escrevem a nossa história, e não nossas expectativas.
Muitos dos que fazem sucesso afirmam todos os dias que não ficam esperando o sucesso bater às suas portas. Gosto sempre da afirmação do Abílio Diniz: "Enquanto alguns sonham com o sucesso, nós acordamos cedo para fazê-lo". Ninguém chega onde quer chegar profissionalmente por um golpe de sorte.
Foi-se o tempo que um currículo recheado de excelentes universidades e MBAs eram certeza de boa colocação profissional.
Não faltam exemplos hoje de pessoas com cursos, digamos aqui, apenas razoáveis, que conseguiram encontrar o caminho do sucesso até com mais solidez do que outros que vieram de grandes escolas.
Não há crítica aqui ao conhecimento ou a qualidade real das grandes escolas, mas sim a atitude do ser humano ou a falta dela, a diferença está nas decisões e na postura que a pessoa toma em sua vida.
A maior carência no mundo profissional não é de conhecimento e sim de atitude. As pessoas sabem o que tem
que fazer, mas não fazem.
Também existem outros ingredientes para se atingir o topo. Segundo Eugênio Mussak, as pessoas costumam encarar a vida profissional separada da vida pessoal, como se isso fosse possível! Essa é uma visão de curto alcance porque não se pode desenvolver alguém pela metade. Ele ainda fecha essa posição com três pontos estratégicos:
1. Onde se está
2. Onde se quer chegar
3. O que se está fazendo para chegar lá.
O ser humano é o animal mais frágil do planeta. Ele só consegue ter força quando se une aos seus pares. Essa é uma visão filosófica, mas também muito utilitária. Mas é preciso sair do discurso para a ação. Não basta apenas trocar cartões. É necessário cultivar amizades e estabelecer vínculos. Não basta rezar... É preciso ir ao encontro de Deus!
E quando você estiver no topo, lembre-se das palavras do dramaturgo americano Wilson Mizner: "Seja simpático com as pessoas à medida que você for subindo, porque você encontrará com elas à medida que você descer". Ou seja: humildade não faz mal a ninguém!
Pense nisso!
Eu já pensei e acredito rigorosamente na sua veracidade.
Salvador Tomaz
Petrópolis, BRASIL
Este texto constitui a reprodução integral do original enviado pelo nosso leitor, Sr. Armando Vaz Pontífice
O dever e as Regras monetárias
É do conhecimento do cidadão que o banco de Portugal é uma sociedade nacionalizada, podendo ser considerada como uma multi-nacional, com vasta concentração de ramos no mercado – com movimentos de dinheiros e títulos, impondo-se no conjunto Europeu em parceria com o resto da banca Portuguesa, na exploração de benefícios e fundos lucrativos, sendo únicas estas empresas, a emitir a circulação de bilhetes de banco no mercado comunitário Europeu.
Estas empresas nacionalizadas poderão jogar um role determinante em tempos de crise injectando lufadas de oxigénio na economia nacional, devido aos benefícios prodigiosos alcançados cada ano que passa, no nosso País – mas de alguma maneira, poderão substituir-se às autoridades fiscais de um País – no envio de correio aos seus clientes, mencionando Leis e Decretos-Leis – considerados como um processo de intimidação contra o nosso Povo – mas será aceitável o envio de um correio simples informando o cliente, se houver base na declaração de IRS.
Existem regras de base, no seio da banca comunitária, sendo os seus principais objectivos estabelecidos pela lei monetária europeia, e neste caso o Banco de Portugal não deverá fugir à regra – exercendo uma acção directa ou indirecta – quantitativa ou qualificativa sobre a distribuição de créditos, definidos de maneira selectiva com envio de activos bancários capaz de suportar as intervenções no mercado monetário, assim como poderá fixar certas disponibilidades no conjunto da banca nacional, vendo-se esta na obrigação de manter neste caso, com o banco de Portugal – reservas obrigatórias fixadas em função da sua exigibilidade sobre os créditos distribuídos, sabendo que as taxas dessas reservas variam segundo as exigências monetárias.
Cadernetas Bancárias
A Banca nacionalizada da Europa – como no nosso País a caixa geral de depósitos – são influenciados no mercado, pelo privilegio monopolizador do uso de cadernetas – consideradas as mesmas como um meio de inserção na vida económica das populações mais fragilizadas – falta compreender a razão pela qual as mesmas cadernetas não se estenderam a toda a rede bancária privada ou nacionalizada – para ser estabelecida uma maior concorrência no mercado monetário de cada País. Recentemente a imprensa francesa trouxe ao nosso conhecimento informação sobre o monopólio da banca nacionalizada nesse País fazendo uso exclusivo do livrete A ou caderneta bancária – considerado este assunto pela banca privada como um excesso de poder político – sendo este assunto levado ao Tribunal Europeu, para uma melhor solução de equilíbrio no mercado monetário.
Pelo conhecimento pessoal adquirido na comunidade europeia – sabemos que os bancos metem à cobrança uma comissão trimestral no valor de 1 euro, pelas contas dos seus clientes – e que milhões de operários nesses países da comunidade impossibilitados durante uma semana de trabalho, se dirigirem a instituição bancária para resolução dos seus problemas – para o efeito o sistema bancário veio ao encontro da sua clientela, abrindo suas portas ao sábado e fechando-as pela segunda-feira, um meio prático de relançar a economia de um país.
A requisição dos cheques bancários é feita automaticamente nesses países da comunidade pelos próprios bancos – antes de chegarmos ao fim dos últimos números de cheques, recebemos em nossas casas dois livros de cheques – com vinte unidades cada – sem perda de tempo para os clientes e sem pagar algum cêntimo – são gratuitos.
Será bom saber que todos os juros lançados pela Banca Europeia Portugal incluído – nas cadernetas ou no desenvolvimento durável de contas a longo prazo – esses juros são exonerados de IRS.
Para quando uma banca ao serviço do nosso povo e não o povo ao serviço da banca.
Armando Vaz Pontífice
As desvantagens de maiorias absolutas
A repetida continuidade dos mesmos actos e textos – que são um conjunto de frases destinadas a serem recitados em continuo, influenciam o cérebro humano, desordenando a fisionomia dos seus sentimentos – se concordarmos em dizer que o nosso espírito acredita no que ouvir, e que a nossa orelha influencia o cérebro do Homem, em tudo o que ela entende – abrindo deste modo as portas à intolerância e ao fanatismo.
A equivalência de uma maioria absoluta – não poderá de algum modo rimar com poder absoluto – mas como todos os meios são bons para se alcançar a definição de certos objectivos – saem com frequência para a rua bramindo – falsos profetas explorando a credibilidade pública em defesa de cores partidárias, e de uma maneira geral vão conseguindo os seus fins, obtendo maiorias absolutas, em detrimento da liberdade e independentemente das garantias e dos direitos dos cidadãos, e da tolerância.
Seria um voto útil, que o Povo Português entregou nas últimas eleições governamentais, na qual saiu uma maioria absoluta, que tanto descontentamento se tem verificado no seio de todas as classes sociais? Estamos crentes que o nosso povo compreendeu que para se viver em verdade – é necessário uma forte oposição na defesa dos direitos humanos – e uma mobilização de opiniões – para que compreendamos que as cores dos partidos não fazem sentido.
Estamos convictos, que para manter um equilíbrio de poderes entre partidos, ou seja governo e oposição – e para que na republica os direitos humanos passem a ser prioritários no nosso País - conjugamos as nossas forças no entendimento – e não defendamos a arte do mal.
A noite fecha-nos os olhos – A politica poderá no-los abrir.
Armando Vaz Pontífice