
Coluna do Consumidor
Por Castro Martins
Presidente da ACOP – Associação de Consumidores de Portugal
Ao ler uma publicação da Comissão da Segurança dos Consumidores, de Março, achei interessante transmitir aos assinantes do Castanheirense algumas informações dignas de atenção.
Para os mais novos:
Acidentes domésticos: todos os anos, os acidentes domésticos provocam, em França, cerca de 20000 mortes. Em Portugal não há estatísticas destes acidentes mas são bastantes. Em cada cinco vítimas, uma é criança.
Foi levada a cabo uma acção de sensibilização junto das escolas, aliando o teatro e canções, para chamar a atenção dos vários perigos a que, numa casa qualquer, estão sujeitas as crianças.
E o personagem principal parte à descoberta do perigo nos produtos dos utensílios domésticos: "isto queima, aquilo aperta, este corta, aquele fica…"
Achei pedagógico
Atenção aos pequenos ímanes:
A Comissão foi recentemente informada do caso de uma criança que, acidentalmente, engoliu uma peça de brinquedo com íman que se encontrava num ovo de chocolate.
Bloqueou-lhe o esófago e depois de estar no estômago foi-lhe extraído com anestesia geral.
São conhecidos muitos outros casos originados por pequenas peças de brinquedos que algumas vezes, são fatais.
Isto servirá de alarme para os pais vigiarem os seus filhos mais pequenos e não permitirem que brinquem com peças providas de íman que originam, quase sempre, intervenção cirúrgica.
Para os adultos:
Cigarros anti-incêndios?
Nos Estados Unidos, os acidentes domésticos por incêndio causam, por ano, 700 a 900 mortes.
Afim de reduzir este tipo de acidentes a União Europeia está interessada num dispositivo baptizado de RIP (reduced ignition profensity) que reduz a propensão para a ignição.
Este projecto, já adoptado no Canadá e no Estado de Nova York, visa comercializar cigarros com inflamibilidade reduzida.
O princípio é simples: basta aplicar bandas concêntricas ultrafinas sobre o papel de cigarro a fim de restringir a passagem do oxigénio. Os cigarros podem, assim, apagar-se sozinhos quando não são consumidos.
Esta tecnologia, que não necessita de nenhum aditivo químico, já é conhecida há 20 anos, mas a tabaqueiras estão na expectativa.
Aguardemos as boas novas, nesta área.