Casa do Tempo

Pintura de Souto Moniz em destaque

Como vem sendo hábito, todos os meses a Casa do Tempo continua a ser palco de novas exposições e, por conseguinte, procura surpreender o público com uma diversidade de propostas que promovam a divulgação da arte e da cultura contemporânea.

Assim sendo, no que toca ao mês de Junho, o objectivo da Casa do Tempo é levá-lo a conhecer a obra de Souto Moniz e a contemplar de perto as ideias e emoções que definem a pintura desta artista e que realçam a sua popularidade no círculo artístico.

Natural de Angola e a residir em Cantanhede, Souto Moniz formou-se em Línguas e Literaturas mas, nestes últimos anos, parte do seu tempo é especialmente dedicado ao prazer de pintar. Autodidacta na expressão plástica, Souto Moniz tem percorrido o caminho da pintura em busca do seu próprio estilo e, a sua contínua curiosidade, já a levou a experimentar um pouco de tudo. Do desenho ao óleo, do acrílico, ao grafite, do marcador ao crayon, das técnicas mistas à pintura em tecido e à ilustração, esta artista procurou conhecer a função pictórica no seu essencial. A evolução como pintora passou a ser a sua prioridade máxima e as cores e linhas são, em definitivo, os componentes que lhe permitem dar sentido à sua arte. É através contornos tenazmente desenhados e das tintas que Souto Moniz consegue criar uma série de telas e quadros onde, de forma harmoniosa, vão surgindo figuras, paisagens e outros elementos permanente abordados pela pintora durante os seus momentos criativos.

Protagonizando mais uma exibição individual, Souto Moniz marcará também a sua passagem por Castanheira de Pera com um exposição que ultrapassa as expectativas e que não passará despercebida na Casa do Tempo de 7 de Junho a 1 de Julho mas, em conformidade com o novo horário, ou seja, de Terça a Domingo das 13h30 às 22h00 (incluindo feriados).

Casa do Tempo / Sónia Tomás

Souto Moniz

 

«A proposta de arte de Souto Moniz será talvez uma pintura quente em busca de amadurecimento. Nada traz de inovador, nem por técnicas nem por temas, mas também não o pretende. Os objectivos são apenas a expressão do prazer da cor e da forma. Satisfaz-se com o repouso do olhar e com o estímulo da imaginação.

Os óleos e os acrílicos estendem-se em referências extraídas da velha África-Mãe, tão distante e tão próxima, que se associa às linhas e aos movimentos dos heróis da banda desenhada. Juntam-se-lhe, ainda, as metáforas vindas da Literatura e a influência de entidades de várias mitologias do planeta. Por vezes, as formas, quase exclusivamente humanas e predominantemente femininas, surgem envoltas em cenários e vestes com texturas que se expandem para além dos limites bidimensionais da tela. A paleta de cores é, quase sempre, quente e intensa, ainda que, ocasionalmente a alma chame os tons monótonos, sem contrastes, monocromáticos e repousantes para o olhar.

O rosto feminino assume-se como uma presença consciente e constante e o corpo estende-se em formas torneadas e sinuosas. Ora suavizada por pinceladas diluídas, ora esculpida pela densidade das manchas de cor contrastantes, ergue-se a beleza ou mistério mineral. Por vezes, um corpo masculino adentra o espaço da tela, companheiro e visitante.

Em alguns trabalhos, a natureza começou a libertar-se das formas humanas e as paisagens começaram a estender-se, permanecendo como marca humana apenas o olhar que as tece. Por outro lado, esse mesmo olhar começou a desconstruir os motivos e as formas.

Ainda assim, na pintura de Souto Moniz, o que permanece, em essência , é o feminino, objecto e sujeito.»

 

 

 

 

Perfil

Origem: Lubango, Angola, 1971;

Formação: Escola Secundária de Rio Maior, Liceu Sá da Bandeira de Santarém e Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (licenciatura em Línguas e Literaturas);

Autodidacta na expressão plástica: pintura e desenho em óleo, acrílico, grafite, marcador, crayon, técnicas mistas e pintura em tecido e ilustração.

Presenças

Lojas

MundoMolduras (Centro Comercial do Rossio) – Cantanhede;

Angel (Quebra Costas) – Coimbra;

Individuais

Bar Património (Castelo Branco) – Outubro de 2005;

Aromas do Bosque (Castelo Branco) – Agosto de 2005;

Posto de Turismo de Cantanhede – 1 de Setembro a 5 de Outubro de 2004;

Galeria Municipal de Ourém – 5 de Junho a 3 de Julho de 2004;

Feira do Livro e das Artes de Condeixa-a-Nova – Maio de 2004;

Biblioteca Municipal Afonso Lopes Vieira (Leiria) – 23 de Novembro a 5 de Dezembro de 2002;

Feira do Livro e das Artes de Condeixa-a-Nova – Abril de 2002;

Centrum Corvo (Coimbra) – 19 de Dezembro de 2001 a 5 de Fevereiro de 2002;

Centro Comercial e do Artesanato de Penela – 19 de Dezembro de 2001 a 5 de Janeiro de 2001;

Pintura e linho* no Posto de Turismo de Cantanhede – Novembro de 2001;

Posto de Turismo da Praia da Tocha – 16 a 31 de Julho de 2001;

Clube do CineTaso da Sertã – Junho e Julho de 2001;

Escola Secundária da Sertã – durante a Semana do Livro e da Cultura, Dezembro de 2000;

Reposição de "Interpretações" (Galeria Labirinto, Instituto Português da Juventude de Aveiro) – Junho de 2000;

"Interpretações" na Biblioteca Municipal de Cantanhede – Abril de 2000, integrada no ciclo QUATRO EXPOSIÇÕES-QUATRO II, 14 a 27 de Abril de 2000;

Instituto Português da Juventude de Coimbra – Março / Abril de 2000;

I–Realidade (Cinema Casimiros, Rio Maior) – 1990.

Colectivas

VI! Ciclo de Artistas Locais (Casa Municipal da Cultura de Cantanhede) – Dezembro de 2006 a Fevereiro de 2007;

VI Ciclo de Artistas Locais (Casa Municipal da Cultura de Cantanhede) – 3 de Dezembro de 2005 a 21 de Janeiro de 2006;

V Ciclo de Artistas Locais (Casa Municipal da Cultura de Cantanhede) – 4 de Dezembro de 2004 a 23 de Janeiro de 2005;

IV Ciclo de Artistas Locais (Casa Municipal da Cultura de Cantanhede) – 1 a 31 de Agosto de 2003;

I Bienal Cantanhede XXI – Setembro de 1999;

Organização e participação na colectiva "O que se faz hoje em Portugal" (Edifício Corfig, Rio Maior) – Junho/Julho de 1998;

I Colectiva Internacional Galeria Tadeia (Coruche) – 1990.

Mostras e Feiras de Artesanato

Tapas & Papas (Cantanhede) – 9 a 12 de Junho de 2005;

Exposição de Linho Artesanal* (Posto de Turismo da Praia da Tocha) –1 a 15 de Julho de 2001;

Reposição da exposição VELHO-Linho-NOVO* (Instituto Português da Juventude de Coimbra) – 17 a 31 de Julho de 2000;

Reposição da exposição VELHO-Linho-NOVO* (Posto de Turismo da Praia da Tocha) – 1 a 15 de Julho de 2000;

Exposição VELHO-Linho-NOVO* (Casa da Cultura de Cantanhede) – Junho de 2000.

*em parceria com a artesã têxtil Sílvia Neves Cruz

Contacto para exposições e encomendas:

Sofia Moniz - tlm.:969009738

Rua de Baixo, 128

Póvoa da Lomba

3060-213 Cantanhede

ou

whirlpooling@sapo.pt

 

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